A Kel-Tec PMR-30 é uma pistola semiautomática em .22 Magnum com carregadores de 30 munições, chassis em alumínio, alça e massa de mira em fibra ótica (sistema “three dots”) cuja operação é dita, segundo as primeiras fontes, um sistema híbrido: “blowback” / "locked breech", o que permitiria a utilização de munições de pressões diversas na arma: com menores pressões, a culatra opera livre, com pressões mais alta, automaticamente se tranca a cada ciclo.

A Kel-Tec PMR-30 é assinada por George Kellgren, engenheiro-chefe e proprietário da Kel-Tec, e se constitui num aprimoramento da Grendel P-30, possivelmente também projetada por ele ao tempo em que trabalhava na Grendel.




Especificações:
calibre: .22 Magnum (.22WMR) e outros;
comprimento de cano: 4.3";
ferrolho e cano em aço 4140;
base em alumínio 7075;
carregador com capacidade para 30 munições;
peso do gatilho: 3.5 a 5 libras;
peso total sem carregador: 13.6 onças;
comprimento 7.9"
altura: 5.8";
largura do punho: 1.1";
velocidade da bala à boca do cano (40 gr): 1230 fps;
expectativa de disponibilidade no mercado estadunidense: 2o. semestre de 2010;
preço ao consumidor: 415 dólares.




Na foto acima, vê-se a arma de perfil e o gatilho com um promissor "overtravel stop", que, se for funcional, e não apenas um enfeite do desing, demonstra cuidado especial com a qualidade do tiro numa arma que calça um calibre excepcionalmete preciso.

Abaixo, o sistema de miras em fibra ótica do tipo "three dots", ou três pontos.




Grendel P-30, predecessora da Kel-Tec PMR-30, em .22 Magum,
com capacidade de 30 munições.



Li um interessante comentário sobre a solução mecânica nessa arma de um problema causado pela característica da carga do .22 Magnum, que leva propolente de queima lenta.

Como os gases oriundos da combustão da pólvora no calibre em questão levam mais tempo expandindo-se dentro da câmara, a pressão manteria a base dos cartuchos firmemente presa por atrito à parede da câmara, causando falhas de extração. Para solucionar o problema, foi incorporado à câmara um sistema de estrias em suas paredes internas por onde os gases penetram, formando um colchão que evita a fricção e a aderência dos metais.




A segurança é a mais clássica possível: a arma é uma pistola de ação simples, embora com cão embutido. Para disparar o primeiro tiro, é necessário engatilhar a PMR-30, manobrando o ferrolho. A despeito disto, há uma tecla ambidestra que permite travar e destravar a percussão. Não há sistema desarmador: para desengajar o cão é preciso retirar o carregador, esvaziar a câmara e premir o gatilho, mas está claramente implícita no projeto a sugestão de que isso não precisa ser feito, exceto para guardar a pistola.

A maior vantagem da ação simples, todavia, é a leveza do gatilho, com curso otimizado. Assim, não se tratando a PMR-30 de uma peça para resposta defensiva rápida, optou-se, com grande maturidade, pela ação simples.

Há, ainda, um trilho do tipo picatinny sob o cano, para acoplar acessórios.

No vídeo abaixo, vê-se a apresentação da arma num estande da Kel-Tec no SHOT Show 2010, a partir dos 28 minutos de exibição.




O conceito contempla a nossa compreensão do que deva ser uma pistola tática completamente: arma secundária para sustentar fogo prolongado à distância, com grande capacidade e precisão, nesse calibre excelente para tal função.

A peça tem custo de aquisição relativamente baixo, 400 dólares nos EEUU, e, segundo alguns, o .22 Mag não seria um calibre restrito no Brasil, o que tornaria a Kel-Tek PMR-30 muito atrativa para o público brasileiro.